Legalmente assassinado – 38 anos depois

Republico um texto de Mário Dionísio sobre o assassinato de José Jorge Morais às mãos do agente da PSP Amadeu Rocha da Cunha. Este agente, absolvido sem convicção pelo Tribunal, feriu também Jorge Falcato Simões, atingido na coluna ficando paraplégico. Terá sido ele também que desfez o peito do pé da Dina, uma trabalhadora da limpeza industrial no Ministério das Finanças e activista do Bairro do Caminho do Mocho de Paço d’Arcos? Não sei.   Sei que o guarda Cunha defendia Nazis que se manifestavam no Camões. E que, com os seus colegas, optou por não só defender nazis mas … Continuar a ler Legalmente assassinado – 38 anos depois

A Revolta da Marinha Grande: Um conto com a História

Com a devida vénia, publico este link para um conto retirado do blog Contramestre. Hoje, a nossa “jovem democracia” especializa-se em cercar os trabalhadores, com leis e determinações “inevitáveis”, retirar-lhes direitos, espoliá-los e, gradualmente, negar-lhes o direito à organização sindical. Em 1934 era à bruta. Agora, a Ministra é “sindicalista”. Também o Rolão Preto era… A minha homenagem aos proletários da Marinha Grande, homens, mulheres e crianças que souberam dizer: Não! Continuar a ler A Revolta da Marinha Grande: Um conto com a História

Bosque(s) dos Ausentes, Florestas do Presentes

Quem manda, mandou plantar 122 ciprestes e oliveiras numa colina artificial em plena Madrid, O Bosque dos Ausentes. Quem manda chorou hoje, ritualmente, as 122 vítimas do inqualificável atentado que há exactamente um ano abalou Atocha, Madrid, o Estado Espanhol e o Mundo. Quem manda esteve reunido para discutir pela enésima vez o problema do terrorismo, o frágil equilíbrio entre segurança e liberdade, as mil e uma maneiras de manter as raízes do terror e não deixar que as folhas despontem. Depois há os outros: Os que olham, horror nos olhos, o vazio que as bombas ali deixaram, como deixaram … Continuar a ler Bosque(s) dos Ausentes, Florestas do Presentes