A desOrdem dos dias

Assim, claro e límpido, o insulto transfigurado em suspensão. Ter divisas de (in)segurança, bastão extensivel (ilegal) à mão, e um descontrolo mental que faz espancar desalmadamente um cidadão, com tempo para agredir o pai do dito, e na presença do filho criança é factor de atenuação e suspensão – e candidatura para evoluir na escala da hierarquia da (In)Segurança. As vítimas, que se cuidem. Há quem diga, que o cowboy tem memória de elefante. Os comparsas, escudados nos cráchas e na voz tonitruante da Lei & Ordem, por certo rejubilam. Suspensa que está a pena, a (des)Ordem segue dentro de … Continuar a ler A desOrdem dos dias

Pudessem ser aves

Pudessem ser aves, quaisquer aves, que abrem as asas e voam, livres. São contudo crianças com a sina de viverem sob o signo da opressão. Não brincam, ou quando brincam, no seu maniqueísmo infantil, estão do lado dos paus e das pedras. Do outro, balas, blindados, a violência cega do ódio. Não lhes falem de paz, aos meninos oprimidos, pois são crianças e estão presas. Falem-lhes antes de Justiça, pois sem Justiça não há Paz.   Continuar a ler Pudessem ser aves

Biblioteca Municipal da Nazaré: como abater-se a Cultura

Um povo inculto é submisso. Disso percebia bem Salazar, promovendo uma «educação» de “saber o nome e fazer as contas”.  Hoje os mecanismos são mais subtis mas têm um efeito semelhante. Hoje chama-se empresealização de serviços públicos que, posteriormente, podem ser descartados como não lucrativos ou demasiado onerosos. É este o argumento central da Empresa Municipal Nazaré Qualifica. É muito oneroso os 3700€/mês em salários de um Técnico Superior de Bibliotecas e Documentação e 3 Assistentes Técnicos de Bibliotecas e Documentação. É o argumento central para desmantelar uma equipe de trabalho e um serviço público. Mas desta vez, os trabalhadores não se … Continuar a ler Biblioteca Municipal da Nazaré: como abater-se a Cultura

Não sei…

Ah, dizem que há dias foi o Dia da Poesia.  Que ontem  morreu um Poeta. Que entre hoje  ontem, muitas crianças e suas famílias viram o Poder destruir-lhes a casa. Portanto, ordeiramente, aqui vai, porque em cada português dizem que há um marujo e um poeta. Não sei, porém, contudo, talvez, enfim, talvez, contudo, porém, não sei. .. Espera Não sabes ou não queres saber? Qual porém, qual carapuça Contudo a tua vida piora Talvez o quê? Venha o Dom Sebastião? Com tudo o que sofres, Ainda dizes: porém… Não, tu sabes, tens é medo, sentes-te só e impotente, e fraco, e triste A … Continuar a ler Não sei…