Legalmente assassinado – 38 anos depois

Republico um texto de Mário Dionísio sobre o assassinato de José Jorge Morais às mãos do agente da PSP Amadeu Rocha da Cunha. Este agente, absolvido sem convicção pelo Tribunal, feriu também Jorge Falcato Simões, atingido na coluna ficando paraplégico. Terá sido ele também que desfez o peito do pé da Dina, uma trabalhadora da limpeza industrial no Ministério das Finanças e activista do Bairro do Caminho do Mocho de Paço d’Arcos? Não sei.   Sei que o guarda Cunha defendia Nazis que se manifestavam no Camões. E que, com os seus colegas, optou por não só defender nazis mas … Continuar a ler Legalmente assassinado – 38 anos depois

Entendo-te

Ao  ser “provocado” pela Fernanda Guadalupe Direi que te entendo, mas é uma forma de dizer que nada sei de construção ou desconstrução de cidades. Sei que também eu, novinho, sonhava com florestas. Eram florestas longínquas onde se degladiavam os ‘bons‘ e os ‘maus‘. Como nas pradarias da minha meninice os cow-boys batiam aos tiros as flechas dos índios. Quando a subida dos degraus da vida me deu para perguntar porquê, dei comigo a sentir que tomava partido ao contrário do que me diziam os filmes, os telejornais e quase todos os amigos. O meu pai, homem da arte de … Continuar a ler Entendo-te