Legalmente assassinado – 38 anos depois

Republico um texto de Mário Dionísio sobre o assassinato de José Jorge Morais às mãos do agente da PSP Amadeu Rocha da Cunha. Este agente, absolvido sem convicção pelo Tribunal, feriu também Jorge Falcato Simões, atingido na coluna ficando paraplégico. Terá sido ele também que desfez o peito do pé da Dina, uma trabalhadora da limpeza industrial no Ministério das Finanças e activista do Bairro do Caminho do Mocho de Paço d’Arcos? Não sei.   Sei que o guarda Cunha defendia Nazis que se manifestavam no Camões. E que, com os seus colegas, optou por não só defender nazis mas … Continuar a ler Legalmente assassinado – 38 anos depois

EMERGÊNCIA: FAMILIAS, EM SITUAÇÃO INSUSTENTÁVEL, A SEREM DESPEJADAS ESTA SEMANA NO CONCELHO DA AMADORA

Por vê-mos, ouvimos e lê-mos, não podemos Ignorar, reproduzo o Comunicado de 4 Associações sobre a iminência de mais despejos no Bairro de Santa Filomena na Amadora. Este bairro, como outros bairros pobres da Grande Lisboa, têm sido alvo de … Continuar a ler EMERGÊNCIA: FAMILIAS, EM SITUAÇÃO INSUSTENTÁVEL, A SEREM DESPEJADAS ESTA SEMANA NO CONCELHO DA AMADORA

A Revolta da Marinha Grande: Um conto com a História

Com a devida vénia, publico este link para um conto retirado do blog Contramestre. Hoje, a nossa “jovem democracia” especializa-se em cercar os trabalhadores, com leis e determinações “inevitáveis”, retirar-lhes direitos, espoliá-los e, gradualmente, negar-lhes o direito à organização sindical. Em 1934 era à bruta. Agora, a Ministra é “sindicalista”. Também o Rolão Preto era… A minha homenagem aos proletários da Marinha Grande, homens, mulheres e crianças que souberam dizer: Não! Continuar a ler A Revolta da Marinha Grande: Um conto com a História

Memória do 11 de Março

Estava no pátio da Escola Comercial Ferreira Borges. Vimos um avião de caça picar sobre o Palácio de Belém. Não disparou. Outro foi matar o soldado Luís na parada do RALIS, do outro lado da cidade. A rádio da escola avisou que estava a haver um golpe militar. Fechamos a escola. Reunimos uma RGA. À nossa escala defendemos a democracia. Pouco tempo depois começamos a ouvir falar da “ameaça comunista”. O PS, lado a lado com os bombistas do ELP/MDLP preparava a guerra civil e pedia a intervenção da NATO. Em Novembro o General das patilhas repunha a “ordem”. Os … Continuar a ler Memória do 11 de Março