Pudessem ser aves

Pudessem ser aves, quaisquer aves, que abrem as asas e voam, livres. São contudo crianças com a sina de viverem sob o signo da opressão. Não brincam, ou quando brincam, no seu maniqueísmo infantil, estão do lado dos paus e das pedras. Do outro, balas, blindados, a violência cega do ódio. Não lhes falem de paz, aos meninos oprimidos, pois são crianças e estão presas. Falem-lhes antes de Justiça, pois sem Justiça não há Paz.   Continuar a ler Pudessem ser aves

Não sei…

Ah, dizem que há dias foi o Dia da Poesia.  Que ontem  morreu um Poeta. Que entre hoje  ontem, muitas crianças e suas famílias viram o Poder destruir-lhes a casa. Portanto, ordeiramente, aqui vai, porque em cada português dizem que há um marujo e um poeta. Não sei, porém, contudo, talvez, enfim, talvez, contudo, porém, não sei. .. Espera Não sabes ou não queres saber? Qual porém, qual carapuça Contudo a tua vida piora Talvez o quê? Venha o Dom Sebastião? Com tudo o que sofres, Ainda dizes: porém… Não, tu sabes, tens é medo, sentes-te só e impotente, e fraco, e triste A … Continuar a ler Não sei…

Ah sim… Eu sou Charlie…

e sou Ahmed, muçulmano, policia e parisiense e sou Alexander Mora Venancio, estudante do Magistério Primário, raptado pela Policia em Iguala, Estado Guerrero do México, entregue aos nacro-traficantes e executado, com mais 32 colegas em Cocula e sou os milhares de assassinados, feridos, raptados, torturados na Palestina e Israel, pelas «Forças de Defesa de Israel”. e sou Simone Camilli, Hamada Khaled Makat, Mohammed Nour Eddine Al-Dairi, Abdallah Nasr Fahjan,Rami Riyan, Sameh Al-Aryan e Khalid Hamad – jornalistas mortos na Palestina pelas Forças «de Defesa» Israelitas e sou os quase 5000 migrantes que morreram no Mediterrâneo em busca desesperada de uma vida melhor e sou os 91 trabalhadores mortos em criminosos acidentes de trabalho em Portugal só no … Continuar a ler Ah sim… Eu sou Charlie…